Edição e Retoque – Dica #01

Esta dica pode aplicar-se à maioria dos programas de edição de imagem actuais mas neste caso irei demonstrá-la nos dois que fazem parte do meu habitual workflow digital, o Capture One e o Affinity Photo.

O primeiro é o Capture One e apesar deste não ser um programa com todos os recursos para corrigirmos problemas como sujidade, borbulhas, manchas, etc, apresenta ainda assim boas ferramentas para que possamos alcançar excelentes resultados sem a necessidade de recorrermos a outras aplicações.
Ao editarmos/limparmos uma imagem, há por vezes um ou outro pormenor que nos escapa e para prevenir essa situação existe um método simples para tornar visível o mais escondido dos problemas.

A técnica consiste em criarmos um novo Layer, escolhermos a opção Fill Mask e usarmos a ferramenta “Curves” para desenhar uma curva idêntica à da imagem acima. Esta pode variar e precisar de ser ajustada mas será sempre idêntica à que partilho. Por questões de organização chamo sempre a este layer Hide and Seek tendo-o activo ou não à medida que preciso. Este método é bastante eficaz a evidenciar esses problemas como podem ver pela imagem abaixo.

O segundo programa em que utilizo esta técnica é o Affinity Photo. Este com todos os recursos que necessitamos para fazer a mais complexa das edições/retoques de imagem. Mas ainda assim podemos enfrentar o mesmo problema e deixar escapar algo que deve ser removido. Podemos usar o mesmo método para evitar essas situações sendo que neste caso vamos a Layer > New Adjustment Layer > Curves Adjustment e fazemos uma curva como no exemplo do Capture One. Depois é só editar a imagem de preferência num layer independente de forma a não ser destrutivo.

Uma técnica paralela e que funciona particularmente bem para a pele é criarmos um “black & white adjustment layer” onde definimos o valor para o vermelho (Red) em -200, todo chegado à esquerda. Mediante o tom de pele podemos também ajustar o valor do amarelo (Yellow). A imagem abaixo é um exemplo disso.

Como este é um recurso que utilizo regularmente optei por criar no Affinity Photo duas Macros (actions) para cada um deles. Dessa forma todo o processo fica mais rápido. Se quiserem passar a usar estes recursos podem fazer o download das Macros que criei nos links abaixo.
Espero que esta dica possa ser útil e se quiserem subscrevam o meu blog para ficarem a par das próximas novidades.

Até breve

 

Referências:
Capture One
Affinity Photo

Downloads:
Hide and Seek – Curves Method.afmacros
Hide and Seek – B&W Method.afmacros

7 Fundamentos Básicos

Termos uma boa base para sabermos avaliar onde estamos e para onde vamos é fundamental não só para chegarmos ao nosso destino com sucesso, como também para fazê-lo com eficiência.
Neste artigo pretendo ajudar a colocar os alicerces para uma melhor e mais célere eficácia nas decisões que tomamos e consequentemente na forma como trabalhamos. Não irei abordar de forma específica a edição de fotografias pois esse é um assunto que requer um artigo separado. Vou antes sugerir 7 questões práticas que cobrem as diferentes fases do processo criativo e a sua execução.

Rembrandt van Rijn: Evangelist Mathaus and Angel, 1661

01. Conhecer a nossa arte
Pode parecer básico mas a verdade é que nem sempre temos os conhecimentos que deveriam estar presentes quando nos começamos a definir enquanto artistas. É verdade que por vezes vamos por caminhos novos mas na maior parte existe já um percurso artístico, histórico e cultural que nos pode ajudar a construir o nosso próprio estilo. Mesmo quando queremos ser diferentes de todos, só nos faz bem conhecermos o trabalho dos que nos antecederam e daqueles que nos são contemporâneos. Vou dar dois exemplos. Eu gosto particularmente da iluminação de Rembrandt e é algo que utilizo algumas vezes na fotografia de retrato que faço. Saber as técnicas por detrás desse estilo não só facilita o meu trabalho como o torna mais fluido e criativo. Também se eu gosto de fotografia a preto e branco é natural que deva conhecer alguns dos seus grandes mestres ou saber o que é a “Zone System”. É impossível sabermos tudo mas este conhecimento básico pode ajudarmos bastante na tomada de decisões para que tudo seja mais rápido.

Comandos personalizados

02. Conhecer as nossas ferramentas
Este é outro aspecto que pode parecer essencial mas que é muitas vezes negligenciado. Lá na década de 90 quando comecei a dar os primeiros passos em edição de imagem ouvi a opinião de um “professor” a dizer que era impossível saber e usar todos os recursos do Photoshop. Ele não deixava de ter razão, isto porque cada artista tem as suas próprias necessidades e usa as ferramentas de que dispõe de forma particular. No caso do Photoshop, este também apresenta recursos para satisfazer as necessidades dos mais variados artistas pelo que cada um o usa de maneira diferente. Assim vários caminhos podem levar ao mesmo resultado. No entanto quando eu escolho por exemplo o Capture One como meu editor RAW, é bom que me dedique a aprender como funciona e como poderei tirar o máximo partido do mesmo no meu contexto de trabalho. Conhecer as nossas ferramentas também permite que as moldemos à nossa forma de trabalhar o que nos torna também mais eficientes.

Wacom Tablet Intuos Pro

03. Escolher as ferramentas certas
Nem sempre temos a oportunidade de ter à disposição as ferramentas ideais ou aquelas que gostaríamos. Mas quando isso é possível devemos ter o cuidado de as escolher de forma adequada. Este princípio serve tanto para o equipamento fotográfico e acessórios como também para o software que usamos (no contexto deste blog). Em relação ao equipamento este é um tema delicado pela muita oferta que existe, pela muita variedade de fotógrafos e estilos pessoais e também pela diversidade de trabalhos e seus requisitos próprios. Embora possam ser dadas sugestões, cabe a cada um avaliar quais as ferramentas que mais lhe convém. Em termos de software, hoje em dia podemos testar quase todos antes de escolhermos o que melhor se adequa a nós. Funcionalidades, formas de trabalhar e resultados são condições a ter em conta. Finalmente quero partilhar um exemplo pessoal. Uma das ferramentas que nos últimos anos mais influenciou o meu trabalho foi a aquisição de uma mesa Wacom. Já há algum tempo que fazia parte da minha lista de prioridades,  sabia bem o impacto que a mesma iria ter, mas por diversas razões fui protelando a aquisição da mesma. Hoje só posso recomendar vezes sem conta que considerem usar uma para todo o processo de edição de imagens. Optei pelo tamanho médio pois acho que é o melhor compromisso.

04. Avaliação das reais necessidades
Eu tenho uma característica que ocasionalmente pode torna-se um defeito, o de ser perfeccionista. Digo isto porque muitas vezes o que acontece com quem passa muito tempo a editar imagens é o de editar a mais. Como assim? É fácil de perceber quando compreendemos que as necessidade de edição de uma fotografia são diferentes quando a mesma é para ser utilizada numa rede social, numa revista ou num outdoor. Avaliarmos no inicio o fim a que se destina uma imagem pode poupar-nos muito tempo. O ser perfeccionista faz com que por vezes esqueça esta regra e edite ao mais ínfimo pormenor quando ninguém vai ver aquele cabelo perdido. Aqui surge um pormenor importante, o de editarmos sempre de forma não destrutiva. Mais sobre este assunto num próximo artigo.

Painéis Macro e Library com diversas acções gravadas.

05. Automatização
Quando trabalhamos de forma regular num determinado tipo de trabalho vemo-nos a realizar regularmente tarefas de forma repetitiva. Isto é uma verdade absoluta no que diz respeito à edição e retoque de imagens. Hoje em dia uma boa parte dos programas dão-nos a possibilidade de automatizar vários desses processos. No Capture One gosto de guardar estilos e “presets” para usar vezes sem conta mesmo quando estes sejam apenas um ponto de partida para um resultado totalmente diferente. No Affinity Photo utilizo Macros (actions) onde o leque de possibilidades é muito maior. Desde as mais simples funções aos mais complexos efeitos e estilos, sempre que possível guardo uma Macro para utilizar posteriormente. Aquilo que por vezes demorou imenso tempo a criar passa agora a estar à distância de um click.
Usem e abusem desta funcionalidade.

06. Pausas
A saturação é inimiga da perfeição. Quando passamos demasiado tempo a trabalhar numa imagem o normal é acontecer uma de duas coisas, ou começamos a editar de mais mesmo os pormenores que não precisam de ser editados, ou perdemos o rumo e passamos à frente de detalhes que precisavam de ser corrigidos. O ideal é fazermos pequenas pausas ou intercalarmos o que estamos a fazer com outras tarefas. O tempo entre períodos de trabalho e pausa depende de cada um mas normalmente ao fim de uma hora já começamos a “patinar”. Parece contraproducente esta sugestão mas acreditem que é um principio que vale a pena colocar em prática.

07. Organização
Uma das formas de sermos mais eficientes é mantermos uma metodologia de trabalho para todas as etapas do nosso projecto. A consistência e repetição de processos torna-nos mais rápidos e objectivos. Desde a renomeação das fotografias, à atribuição de palavras chave e classificação das mesmas passando pela ordem de como as editamos, tudo ajuda para criarmos uma rotina. Utilizando como exemplo o Capture One, eu tenho as ferramentas no ambiente de trabalho organizadas pela ordem habitual com que edito uma imagem. Dessa forma para mim este é um processo automatizado permitindo que eu fique livre para questões mais criativas.

Conclusão
Simples procedimentos e decisões podem fazer uma grande diferença, neste caso tempo. Normalmente são as pequenas coisas que contribuem para grandes resultados. Espero que algumas destas dicas possam ser úteis da mesma forma como o são para mim.
Alguns pontos abordados neste artigo serão alvo de um desenvolvimento mais aprofundado em futuros artigos.
Até lá boas criações.

 

Referências:
Rembrandt
Zone System
Photoshop
Capture One
Affinity Photo
Intuos Pro (Wacom)

Veni, Vidi, Vici

Referenciar as aplicações Affinity Photo e Designer com a expressão “Veni, Vidi, Vici” (Chegar, Ver, e Vencer) é algo que eu poderia ter feito desde o primeiro dia em que utilizei as primeiras versões Beta de ambas. O impacto que criaram foi tão positivo que ainda nessa fase comecei a implementá-las no meu workflow. Mas antes de chegar lá quero partilhar um pouco do meu percurso e de como hoje o Affinity Photo e o Affinity Designer são os meus programas de eleição para os trabalhos de imagem e design respectivamente.

O meu primeiro contacto com esta área da criação digital aconteceu lá na década de 90. Na área da fotografia as opções eram poucas e quase todas as escolhas recaíam no Adobe Photoshop. A minha não foi diferente. Em termos de design e trabalho vectorial, cheguei a utilizar o Corel Draw, o FreeHand e o Adobe Illustrator assim como outras aplicações mais especializadas em determinadas áreas mas que eram apenas recursos pontuais. Deixei de usar o Corel Draw porque deixou de ter suporte para Mac e via no FreeHand uma melhor opção para o tipo de trabalho que realizava. Deixei de usar o FreeHand porque este foi de certa forma “aniquilado” pela Adobe que em parte fazia concorrência ao Illustrator. Passei assim a utilizar o Adobe Illustrator sendo sem dúvida a melhor companhia para o Photoshop. Pelo meio passei também a usar o InDesign.

Efeitos complexos no Affinity Photo para um tutorial.

É por isso fácil de ver que durante vários anos fui um utilizador diário de vários programas da Adobe e a verdade é que durante esse tempo só tive coisas boas a dizer (com a excepção de terem acabado com o FreeHand). Sem concorrência à altura construíram uma reputação que considero merecida e passaram facilmente a ser a referência no mercado, algo que perdura até hoje e que pode ser facilmente constatado pela utilização generalizada da palavra Photoshop mesmo por pessoas que nunca trabalharam com este programa, e também pelos requisitos em propostas de emprego da área onde o saber utilizar o mesmo é uma constante.

Mas este domínio absoluto do mercado apresentava a meu ver riscos, riscos para os utilizadores e riscos para a Adobe. Face a esta situação o que acabamos por sentir é que a inovação a que estávamos habituados pareceu estar estagnada, A cada nova actualização (a pagar) não víamos nada de realmente inovador. Devo reconhecer que na realidade talvez não precisássemos nada de novo mas era o próprio mercado que impelia à inovação e a novos recursos/formas de fazer as coisas. O crescente movimento da fotografia e consequentes fotógrafos requeria também novas ferramentas muitas delas para corrigir os erros fotográficos dos mais desatentos ou menos capazes.

Catálogo completo no Affinity Designer (enquanto espero pelo Affinity Publisher).

Por esta altura a Adobe decide mudar a sua política em termos de preços e actualizações, passando agora a ser necessário subscrever e pagar mensalmente um determinado valor que variava e varia mediante as aplicações que utilizamos. Devo ser sincero e dizer que para mim isto foi um ponto final. E digo-vos que não fui caso isolado, muitos receberam com desagrado esta novidade. Mas para onde ir? Que alternativas teria? Muitos conformaram-se e aderiram a este novo plano, outros ficaram parados no tempo utilizando ainda hoje as versões CS5 ou CS6  e um terceiro grupo começou a procurar por alternativas. Eu estive por pouco tempo no grupo dos estagnados para passar rapidamente a procurar alternativas. Porque motivos ficaria eu preso a uma empresa com uma política com a qual eu não me identificava?…

Felizmente e no espaço de pouco tempo passei a ouvir rumores de uma nova aplicação que estava a agitar o mercado e a levantar grandes expectativas, o Affinity Photo. Assim que foi possível fiz o download da versão Beta e comecei a testá-lo no meu workflow habitual. Não foi preciso muito para ficar convencido e integrá-lo em todo o meu trabalho ainda que estivesse perante um versão de teste. Não tive grandes problemas de performance/estabilidade ou funcionalidades para que sentisse que tinha de esperar mais. Pouco tempo depois era a vez de passar a usar o Affinity Designer. Ambas as aplicações estão mais do que bem implementadas e isso está também patente nos diversos prémios que entretanto já ganharam.

No Affinity Photo a preparar um conjunto de mock-ups para logotipos a disponibilizar em breve.

Para o meu trabalho encontrei uma alternativa mais do que viável quer para o Photoshop quer para o Illustrator. Não estamos perante aplicações que fazem tudo e da mesma maneira que as suas congéneres. É verdade que faltam algumas coisas, mas também é verdade que de alguma forma consegui arranjar na maioria das vezes abordagens diferentes para conseguir os mesmos resultados. Há aspectos em que são muito melhores e outros em que precisam de crescer um pouco mais. Também devo reconhecer que ultimamente a Adobe parece ter “acordado” e tem apresentado novidades muito interessantes nas suas aplicações mas a sua política de subscrição mensal é algo que não é para mim além de que estou mais do que satisfeito com o Affinity Photo e Affinity Designer.

Trabalhar com estas duas novas aplicações também me ajudou a deixar de lado algum comodismo e abordar com uma visão criativa rejuvenescida todo o meu trabalho. O impacto de ambas no meu workflow foi tão positivo que decidi adoptá-las nos workshops que costumo realizar, em particular o Affinity Photo em detrimento do Photoshop. Esta decisão não foi fácil e apresentou um certo risco pois o normal é as pessoas pedirem formação no Photoshop. Mas eu estou contente com a opção que tomei e hoje cada vez mais aposto em mostrar que existem excelentes alternativas ao universo Adobe.
Com esta decisão comecei também a colocar em prática uma ideia antiga, a de disponibilizar artigos e tutoriais de como podemos utilizar quer o Affinity Photo quer o Affinity Designer para os mesmos fins criativos daqueles à que a maioria ainda está habituado no mundo paralelo do Photoshop e Illustrator.

A dar os últimos retoques num novo logotipo no Affinity Designer.

Por esse motivo deixo o convite a todos os que me quiserem seguir no meu canal no Youtube e aqui no meu Blog onde podem ver não só os artigos e tutoriais que já publiquei como os que futuramente irei partilhar. Essa é a melhor forma de verem pelo meu ponto de vista e mais em pormenor as capacidades de ambas e que é a base de eu dizer que ambas chegaram, viram e já venceram. Só posso dizer que farei um esforço sincero em partilhar o que aprendi (e continuo a aprender) e o que tenho vindo a descobrir nestas aplicações fantásticas, mesmo porque paralelamente à minha paixão pela fotografia alimento a minha paixão por ensinar.

Ao terminar este artigo quero deixar o meu agradecimento a toda a equipa e empresa que criou ambas as aplicações, a Serif. A sua dedicação em nos disponibilizar uma alternativa tão profissional e o suporte que em particular é sentido no Forum oficial é mais do que digna de menção e reconhecimento. Apenas deixar a nota que de aguardo paciente o Affinity Publisher…

Até breve

Referências:
Affinity Photo
Affinity Designer
Corel Draw
FreeHand
Forum
Adobe
Serif
Youtube
Blog

Um Conto de Inverno

O Inverno é por larga maioria a estação que reúne menos adeptos, mas o mau tempo sempre foi amigo do fotógrafo. Esta é uma realidade absoluta, ainda que apenas os mais destemidos ousem enfrentar as condições climatéricas mais adversas. O aconchego do lar fala quase sempre mais alto. Além disso esta “amizade” tem um preço, e digamos que ter o corpo gelado e molhado não é propriamente a melhor definição de conforto para a maioria das pessoas.

Eu sou dos que gostam de se aventurar por esta estação tão particular. No entanto, ou por questões de agenda profissional que impede determinadas escapadelas, ou para dar liberdade às minhas indagações criativas,  opto por usar às vezes uma técnica que permite transformar (quase) qualquer fotografia num lindo dia de Inverno como neste caso em que utilizei uma paisagem outonal.

Esta imagem foi usada para demonstrar como adicionar neve de forma realista a uma fotografia (ver artigo Branca, Leve e Fria), um pormenor que ajuda ainda mais a acentuar as características desta estação. Neste tutorial demonstro a técnica que utilizei para mudar de estação com o uso dos channels, layers e filtros.

Esta técnica consegue resultados bastante bons em quase todo o tipo de fotografias mas há, não obstante, algumas em que se conseguem melhores resultados do que outras. Podemos sempre combinar mais do que uma técnica para conseguir o melhor resultado possível. Foi o que fiz neste segundo exemplo para dar mais destaque à neve nas árvores e também para “arrefecer” a imagem

Independentemente do caminho, temos as ferramentas para dar liberdade à nossa imaginação, sendo que a mesma só está limitada pela nossa criatividade e limite técnico. Espero que com este tutorial esses dois factores possam ter agora um menor peso na hora de “voarem”…
🙂

 

Branca, Leve e Fria

E podia acrescentar desejável. Pelo menos em termos fotográficos. Para quem ainda não fez a associação, estou a falar da neve e o título é uma alusão ao poema de Augusto Gil — “Balada da Neve”.  À parte das memórias de infância, o título mais apropriado seria, Affinity Photo Tutorial: How To Create “Good Looking” Snow (ver video), ou seja como criar a nossa própria neve de forma realista no Affinity Photo.

E porquê criar neve? Bem, a maioria aceita que a neve cobre seja o que for de uma beleza única, mas nem todos temos a “sorte” de sermos presenteados todos os invernos com a mesma, ou esta encontra-se a distâncias proibitivas. Eu sou um desses “infelizes”. No entanto, às vezes são devaneios criativos que me levam a explorar outras estações. À parte dos motivos, brincar na neve e com neve é sempre divertido. Vejam o video, comentem, coloquem questões/dúvidas e leiam o restante deste artigo onde poderão encontrar algumas surpresas…

Como sempre existem várias formas de chegar ao mesmo destino mas esta é a que utilizo mais vezes e a que acredito ser mais flexível e realista . Espero que esta dica possa ajudar a nevar para o vosso lado criativo.

Já agora, a imagem que serviu de exemplo neste artigo percorreu um longo caminho até ser o que é. Esse caminho fará parte de dois futuros artigos. Deixo aqui um “before and after” para revelar um pouco do que irei demonstrar.

E finalmente, para quem não quiser estar com o trabalho todo de criar o “brush”, disponibilizo para download as minhas duas versões, Light Snow e Heavy Snow. Divirtam-se nas vossas criações e partilhem o resultado.

Pedro Soares Snow Brushes.afbrushes