Veni, Vidi, Vici

Referenciar as aplicações Affinity Photo e Designer com a expressão “Veni, Vidi, Vici” (Chegar, Ver, e Vencer) é algo que eu poderia ter feito desde o primeiro dia em que utilizei as primeiras versões Beta de ambas. O impacto que criaram foi tão positivo que ainda nessa fase comecei a implementá-las no meu workflow. Mas antes de chegar lá quero partilhar um pouco do meu percurso e de como hoje o Affinity Photo e o Affinity Designer são os meus programas de eleição para os trabalhos de imagem e design respectivamente.

O meu primeiro contacto com esta área da criação digital aconteceu lá na década de 90. Na área da fotografia as opções eram poucas e quase todas as escolhas recaíam no Adobe Photoshop. A minha não foi diferente. Em termos de design e trabalho vectorial, cheguei a utilizar o Corel Draw, o FreeHand e o Adobe Illustrator assim como outras aplicações mais especializadas em determinadas áreas mas que eram apenas recursos pontuais. Deixei de usar o Corel Draw porque deixou de ter suporte para Mac e via no FreeHand uma melhor opção para o tipo de trabalho que realizava. Deixei de usar o FreeHand porque este foi de certa forma “aniquilado” pela Adobe que em parte fazia concorrência ao Illustrator. Passei assim a utilizar o Adobe Illustrator sendo sem dúvida a melhor companhia para o Photoshop. Pelo meio passei também a usar o InDesign.

Efeitos complexos no Affinity Photo para um tutorial.

É por isso fácil de ver que durante vários anos fui um utilizador diário de vários programas da Adobe e a verdade é que durante esse tempo só tive coisas boas a dizer (com a excepção de terem acabado com o FreeHand). Sem concorrência à altura construíram uma reputação que considero merecida e passaram facilmente a ser a referência no mercado, algo que perdura até hoje e que pode ser facilmente constatado pela utilização generalizada da palavra Photoshop mesmo por pessoas que nunca trabalharam com este programa, e também pelos requisitos em propostas de emprego da área onde o saber utilizar o mesmo é uma constante.

Mas este domínio absoluto do mercado apresentava a meu ver riscos, riscos para os utilizadores e riscos para a Adobe. Face a esta situação o que acabamos por sentir é que a inovação a que estávamos habituados pareceu estar estagnada, A cada nova actualização (a pagar) não víamos nada de realmente inovador. Devo reconhecer que na realidade talvez não precisássemos nada de novo mas era o próprio mercado que impelia à inovação e a novos recursos/formas de fazer as coisas. O crescente movimento da fotografia e consequentes fotógrafos requeria também novas ferramentas muitas delas para corrigir os erros fotográficos dos mais desatentos ou menos capazes.

Catálogo completo no Affinity Designer (enquanto espero pelo Affinity Publisher).

Por esta altura a Adobe decide mudar a sua política em termos de preços e actualizações, passando agora a ser necessário subscrever e pagar mensalmente um determinado valor que variava e varia mediante as aplicações que utilizamos. Devo ser sincero e dizer que para mim isto foi um ponto final. E digo-vos que não fui caso isolado, muitos receberam com desagrado esta novidade. Mas para onde ir? Que alternativas teria? Muitos conformaram-se e aderiram a este novo plano, outros ficaram parados no tempo utilizando ainda hoje as versões CS5 ou CS6  e um terceiro grupo começou a procurar por alternativas. Eu estive por pouco tempo no grupo dos estagnados para passar rapidamente a procurar alternativas. Porque motivos ficaria eu preso a uma empresa com uma política com a qual eu não me identificava?…

Felizmente e no espaço de pouco tempo passei a ouvir rumores de uma nova aplicação que estava a agitar o mercado e a levantar grandes expectativas, o Affinity Photo. Assim que foi possível fiz o download da versão Beta e comecei a testá-lo no meu workflow habitual. Não foi preciso muito para ficar convencido e integrá-lo em todo o meu trabalho ainda que estivesse perante um versão de teste. Não tive grandes problemas de performance/estabilidade ou funcionalidades para que sentisse que tinha de esperar mais. Pouco tempo depois era a vez de passar a usar o Affinity Designer. Ambas as aplicações estão mais do que bem implementadas e isso está também patente nos diversos prémios que entretanto já ganharam.

No Affinity Photo a preparar um conjunto de mock-ups para logotipos a disponibilizar em breve.

Para o meu trabalho encontrei uma alternativa mais do que viável quer para o Photoshop quer para o Illustrator. Não estamos perante aplicações que fazem tudo e da mesma maneira que as suas congéneres. É verdade que faltam algumas coisas, mas também é verdade que de alguma forma consegui arranjar na maioria das vezes abordagens diferentes para conseguir os mesmos resultados. Há aspectos em que são muito melhores e outros em que precisam de crescer um pouco mais. Também devo reconhecer que ultimamente a Adobe parece ter “acordado” e tem apresentado novidades muito interessantes nas suas aplicações mas a sua política de subscrição mensal é algo que não é para mim além de que estou mais do que satisfeito com o Affinity Photo e Affinity Designer.

Trabalhar com estas duas novas aplicações também me ajudou a deixar de lado algum comodismo e abordar com uma visão criativa rejuvenescida todo o meu trabalho. O impacto de ambas no meu workflow foi tão positivo que decidi adoptá-las nos workshops que costumo realizar, em particular o Affinity Photo em detrimento do Photoshop. Esta decisão não foi fácil e apresentou um certo risco pois o normal é as pessoas pedirem formação no Photoshop. Mas eu estou contente com a opção que tomei e hoje cada vez mais aposto em mostrar que existem excelentes alternativas ao universo Adobe.
Com esta decisão comecei também a colocar em prática uma ideia antiga, a de disponibilizar artigos e tutoriais de como podemos utilizar quer o Affinity Photo quer o Affinity Designer para os mesmos fins criativos daqueles à que a maioria ainda está habituado no mundo paralelo do Photoshop e Illustrator.

A dar os últimos retoques num novo logotipo no Affinity Designer.

Por esse motivo deixo o convite a todos os que me quiserem seguir no meu canal no Youtube e aqui no meu Blog onde podem ver não só os artigos e tutoriais que já publiquei como os que futuramente irei partilhar. Essa é a melhor forma de verem pelo meu ponto de vista e mais em pormenor as capacidades de ambas e que é a base de eu dizer que ambas chegaram, viram e já venceram. Só posso dizer que farei um esforço sincero em partilhar o que aprendi (e continuo a aprender) e o que tenho vindo a descobrir nestas aplicações fantásticas, mesmo porque paralelamente à minha paixão pela fotografia alimento a minha paixão por ensinar.

Ao terminar este artigo quero deixar o meu agradecimento a toda a equipa e empresa que criou ambas as aplicações, a Serif. A sua dedicação em nos disponibilizar uma alternativa tão profissional e o suporte que em particular é sentido no Forum oficial é mais do que digna de menção e reconhecimento. Apenas deixar a nota que de aguardo paciente o Affinity Publisher…

Até breve

Referências:
Affinity Photo
Affinity Designer
Corel Draw
FreeHand
Forum
Adobe
Serif
Youtube
Blog

Qualidade Suprema

Falar do Capture One é sinónimo de falar de qualidade no que diz respeito a edição RAW. Mas antes de abordar essa particularidade inerente ao programa quero fazer uma declaração: eu fui “forçado” a trabalhar com o Capture One. Não foi a minha escolha primária no que diz respeito a editar ficheiros RAW mas apesar de parecer uma constatação um tanto ou quanto tola, o impacto que essa mudança teve no meu workflow foi uma das melhores coisas que aconteceu ao meu trabalho e por isso considero ser digna de ser partilhada.

Sempre me vi em busca da melhor qualidade possível, não só na fotografia como também nas simples coisas do dia-a-dia. Fazer as coisas bem era e é algo que faz parte de mim. Dessa forma e como uso equipamento Nikon, foi com naturalidade que optei pelo Capture NX, o programa de edição RAW da Nikon. Apesar de ser um programa que precisava de algumas melhorias, aquilo que eu mais procurava estava lá, qualidade. As fotografias editadas neste programa eram simplesmente diferentes e apesar de alguns não concordarem comigo, para um utilizador Nikon era a escolha certa para quem queria o melhor.

Mas os tempos mudam e durante bastante tempo a Nikon deixou o seu programa num aparente abandono, pelos menos era essa a ideia que transparecia cá para fora. Nesse período de incertezas muitos fotógrafos como eu viram-se em busca de outras soluções que lhes dessem garantias de continuidade. Depois de algumas pesquisas e testes acabei por optar pelo Aperture da Apple. Não posso dizer que a qualidade que se podia extrair dum ficheiro RAW da Nikon era a mesma mas estava lá muito perto. No entanto tinha uma grande vantagem, tudo pareciar mais simples e intuitivo, algo que a Apple já nos tinha habituado.

Durante o período em que fui um fiel utilizador do Aperture a Nikon lançou um reformulado Capture NX passando agora a ser D. No entanto nunca me convenceu o suficiente para voltar. Nesta edição tinha também perdido outro dos seus grandes trunfos, a edição com a tecnologia U-Point (Nik Software, Google Nik e agora DXO Photo Lab – mais sobre esta aplicação no final do artigo). Durante este tempo nunca deixei de ver outras opções e testei aplicações como o Lightroom (Simplesmente nunca gostei, resultados, forma de trabalhar, etc. Pode ser defeito meu mas na altura falhava em muita coisa dentro do meu  workflow. Hoje e com a política actual da Adobe nem sequer considero apesar de ter melhorado.), DXO Optics Pro/DXO Photo Lab (Fiquei convencido e passou a fazer parte do meu arsenal de programas para edições com necessidades específicas. Em determinados aspectos é o melhor que existe.), Capture One (O melhor editor RAW a par com o Capture NX. Nunca os comparei lado a lado pois nunca achei que seria uma comparação pertinente mas fiquei rendido aos resultados. O único senão na altura foi a abordagem em temos de workflow que não implicava ser melhor ou pior, era apenas diferente da minha e à qual já estava automatizado pelo que na altura criei alguma resistência a voltar de certa forma à estaca zero.)  e OnOne (Faltava uma boa base na edição RAW que para mim é muito importante para na altura considerar como uma alternativa. No resto só tenho coisas boas a dizer. Mudou para muito melhor com a última versão – On1 Photo Raw.).

Mas os tempos mudam e incrédulo assisti à Apple anunciar que iria abandonar o Aperture. Mais uma vez eu e muitos lá tivemos que encontrar outras soluções só que desta vez eu já sabia mais ou menos o caminho a seguir. A minha escolha acabou por recair no programa que melhor cumpria o meu requisito primário, a qualidade. Passei desde essa altura a trabalhar com o Capture One e neste momento nem olho para trás. A resistência que mencionei antes acabou por se tornar secundária e irrelevante mesmo porque para alguém com experiência neste mundo de edição digital, facilmente se integra com a forma de fazer as coisas do Capture One.

Mas à parte da qualidade o Capture One reúne uma série de características que o tornam numa das melhores opções para a edição de ficheiros RAW. Com a recente actualização para a versão 11 vemos uma serie de funcionalidades melhoradas e outras acrescentadas. E é com base nesta última actualização que gostava de partilhar as sete características que mais gosto no Capture One.

01. Qualidade
Eu sei que já o mencionei várias vezes neste artigo mas nunca é demais reforçar que a qualidade com que editamos um ficheiro RAW é algo que salta à vista.  Logicamente que outras aplicações também conseguem excelentes resultados mas a ideia que fica é que o ponto de partida no Capture One está mais à frente o que implica muitas vezes menos trabalho de edição.

02. Personalização do UI
A capacidade de personalizarmos a área de trabalho do Capture One nem sempre recebe o destaque que merece, mas este é um aspecto que melhora em muito a fluidez com que trabalhamos. Ter o “workspace” à nossa medida, desde a “toolbar”, “tool tabs”, painéis, atalhos entre outros faz toda a diferença quando se contam em horas por dia o tempo que passamos a editar imagens. Futuramente irei partilhar um tutorial de como tirarmos o melhor partido desta funcionalidade.

03. Ajuste de Cor
Esta é possivelmente uma das características mais evidenciadas do Capture One e percebesse bem porquê. As opções disponíveis permitem uma utilização tanto a nível de correções como a nível criativo com resultados fantásticos. Desde a ferramenta “Curves” à “Levels” passando pelo “Color Balance” e pelo “Color Editor” que permite trabalhar os tons de pele, todas nos dão imensas soluções para conseguirmos o melhor e mais criativo dos resultados.

04. Layers
Desde há várias versões que o Capture One contava com uma funcionalidade chamada de “Local Adjustments”. Basicamente permitia determinados ajustes localizados com o uso de máscaras. Na última actualização esta opção passou a chamar-se Layers não sendo esta mudança apenas a nível de nomenclatura. A partir de agora esta opção está disponível para quase todas as ferramentas, permite ajustar a opacidade o que nos dá um maior controlo sobre as correções que fazemos e possibilita uma melhor organização em termos de workflow, pois podemos organizar em “layers” separados os ajustes referentes a cor, exposição, etc.

05. Máscaras
Normalmente a criação de máscaras complicadas estava restrita a uma série de aplicações especializadas nessa área. Mas com a versão 11 do Capture One essa realidade mudou. Dentro do próprio programa temos agora a opção de criar máscaras elaboradas recorrendo às anteriormente existentes ferramentas “Brush”, “Erase” e “Gradient” mas com a possibilidade de usar as novas “Feather Mask” e “Refine Mask”. Os resultados são excelentes. Passamos também a poder ver as máscaras que criamos a preto e branco, uma opção que permite um melhor ajuste das mesmas.

06. Anotações
Esta é uma funcionalidade completamente nova. Pessoalmente e tendo em conta que sou eu que edito as minhas próprias imagens, comecei a usar as Anotações no sentido de criar e guardar informações sobre os aspectos duma imagem que precisam de ser corrigidos ou ajustes que pretendo fazer no futuro. Mesmo quando termino a edição de uma imagem guardo essas indicações para ter uma referência futura das decisões e processo criativo feitas na altura. Para os fotógrafos que confiam a edição das suas imagens a um serviço externo, esta funcionalidade poderá ter ainda mais importância pois permite passar essas mesmas indicações no próprio ficheiro sem ser necessário escrever um documento de texto ou criar algo mais gráfico noutro programa.

07. Compatibilidade
Não vivemos isolados por isso a compatibilidade do Capture One é digna de ser mencionada. Também acredito que só tem a ganhar com isso. Assim sendo e apesar de estarmos a falar de um editor RAW puro, o mesmo permite a edição de ficheiros TIFF, JPEG e PNG. É também totalmente compatível com ficheiros PSD permitindo intercalar entre ambas as aplicações mediante as necessidades de edição que temos. No entanto gostava de ver no futuro essa compatibilidade com ficheiros do Affinity Photo, a aplicação que eu considero a sensação do momento e que veio para ficar.

Conclusão
Apesar de tantas coisas boas existem alguns aspectos a considerar. Não nos esqueçamos que estamos perante um editor de ficheiros RAW e que existem coisas que estão para além dos objectivos para o qual o Capture One foi criado. Mas dentro dessa área de acção estamos possivelmente perante um dos melhores editores RAW senão o melhor. É de dar os parabéns a toda a equipa que está por detrás deste programa pela dedicação e inovação que têm trazido upgrade após upgrade. Como alternativa quero deixar a indicação que se fosse novamente “forçado” a mudar, iria inteiramente para o DXO Photo Lab. Continua a fazer parte do meu workflow pois tem algumas funcionalidades únicas e com a recente inclusão da tecnologia U-Point é uma opção que não pode de todo ser descartada.

Nota:
A opinião que partilho é baseada na minha experiência pessoal. A mesma pode ser diferente da maioria das pessoas mas não deixa de ser sincera e baseada no meu próprio workflow. Ninguém me paga para falar bem (ou mal) de aplicação X ou Y. Apenas acredito que a minha visão e experiência possa ajudar outros num caminho que já percorri antes.
Espero que isso seja uma realidade.

Regresso ao Futuro

Dizia eu há um ano atrás que à terceira era de vez, e foi mesmo. Novo site, novo blog e tudo a correr às mil maravilhas. No entanto no mesmo artigo também referi que esta “nova” aventura não iria ser “pêra doce”. Reconhecia à partida que mais à frente os obstáculos iriam surgir e por isso a diferença entre o querer e o poder seria mais ou menos notória.

Assim sendo, e depois duma série de artigos e vídeos publicados, uma agenda demasiado preenchida fez-me protelar a publicação de novos conteúdos, pelo menos até agora. Mas essa situação acabou por ser positiva já que nesse período tive oportunidade de preparar o mais diverso material que irá ver agora a luz do dia de forma regular.

Esta pausa também permitiu uma melhor integração do meu blog com a realidade dos meus subscritores. Entre outros pequenos ajustes quero destacar que a partir de agora todos os artigos irão ser disponibilizados em português e em inglês. Basta seleccionar a língua pretendida na “sidebar” de cada artigo publicado. Esses artigos continuarão a ter um carácter mais prático do que teórico, onde irá ser disponibilizado de forma gratuita os recursos criados nos mesmos sempre que isso se mostre pertinente.

Por isso digamos que isto é um regresso aos objectivos do passado com os olhos posto no futuro. O convite mantém-se pois esta viagem é para ser feita acompanhado. Junta-te a mim e até já…

365 Dias de Gratidão

Depois de tantos anos a assistir de forma mais ou menos indiferente ao embarque de outros fotógrafos em projectos “365”, chegou finalmente a minha vez de me lançar de cabeça no desafio criativo de fazer uma foto por dia. Este projecto pessoal vem dar outro sentido à forma de encarar o dia-a-dia é à forma como o registo através da luz. Sobre isso já falaremos.

Mas porquê só agora? E porquê chamar-lhe “365 Dias de Gratidão” e não apenas o habitual “Projecto 365”. Bem, a resposta é simples e reside mais no passado do que no que acredito ter pela frente ao longo de 2017.

No final de cada ano é tempo de fazermos um “inventário” sobre quem somos, o caminho que percorremos e para onde vamos. Existem outros tópicos neste exercício mental mas estes foram os que destaquei sobre esta minha viagem interior. Como é hábito e como acontece com a grande maioria, 2016 foi mais um ano de altos e baixos, bênçãos e acidentes de percurso. Mas depois de feitas todas as contas de somar e subtrair só tenho a apresentar um saldo tremendamente positivo. Algumas coisas menos boas deixaram marcas e ainda permanecem mas a forma como encaramos e aceitamos o que nos acontece, molda a forma como vemos a vida e continuamos em frente. Citando Albert Einstein.

“There are only two ways to live your life. One is as though nothing is a miracle. The other is as though everything is a miracle.”

Eu, há muito que escolhi a segunda e por isso facilmente vejo os pequenos e os grandes milagres que acontecem diariamente à minha volta, sejam comigo, sejam com “estranhos”. O meu objectivo passa por escrever com luz todos aqueles que me são possíveis. E isso traz-me de volta ao tópico deste artigo e ao título do mesmo.

Este meu projecto “365” está envolvido por um sentimento de gratidão de tal forma que acabou por moldar a escolha do tema, um que me é particularmente familiar e que me faz regressar às minhas origens como fotógrafo,  a fotografia de natureza. Dentro deste tema posso abranger categorias desde, macro, paisagem, flora, fauna, natureza morta, etc.

Mas por me ser especialmente querido e um tanto ou quanto “fácil”, decidi impor uma regra para torná-lo num desafio maior e me levar a olhar de forma diferente para as mesmas coisas do dia-a-dia. A regra é que todas as fotos têm de ser feitas no espaço interior ou exterior do meu novo “home-studio”. Esta é uma regra mais doce do que amarga e não tanto limitativa como pode parecer pelo potencial que me rodeia… (aliás, o meu novo “home-studio” é uma das grandes bênçãos de 2016 e um dos impulsionadores para este projecto).

As duas fotos que compõem este artigo fazem parte deste projecto. De momento ainda não decidi onde o mesmo vai “atracar” mas está já previsto que todos os meses farei uma selecção com as melhores. Convido-vos a subscreverem a minha newsletter. Será o meio que irei utilizar para mostrar por onde ando, neste e noutros desafios…

 

O Regresso Improvável

Dizem os antigos que à terceira é de vez e parece que no meu caso o ditado assenta que nem uma luva. Depois de duas tentativas, não falhadas mas estagnadas, regresso com ideias e objectivos mais claros e acima de tudo um saber para onde vou bem definido. Mas ao reiniciar esta viagem sei à partida que o caminho não é uma tranquila auto-estrada mas sim uma estrada de montanha cheia de obstáculos, por isso esperam-se “buracos” mais para a frente. Para já, nestes primeiros metros (leia-se palavras) tudo vai bem.

Com o novo blog, redefino também o tipo de artigos que irei partilhar. Serão maioritariamente de carácter educacional, abordando temáticas que vão desde dicas fotográficas, técnicas de edição e workflow digital, processo criativo, entre outros. No entanto, e apesar da base do meu blog ser a fotografia, alguns artigos abordarão temas não fotográficos. Uma espécie de ponto de vista pessoal sobre um determinado assunto sendo ainda assim o mesmo ilustrado com uma fotografia ou técnica particular.

Outra das mudanças tem a ver com o facto do conteúdo do blog passar a estar todo em português em oposição ao meu site que aparece em inglês. Dessa forma faço uma distinção clara entre ambos ainda que em termos gráficos ambas as plataformas partilhem do mesmo design.

Diversos artigos serão acompanhados de tutoriais em video, sendo os mesmos maioritariamente disponibilizados em português. Sempre que possível e se justificar, disponibilizarei legendas para os meus “english speaking friends” (e vice-versa).

Se acharem que é pertinente para a vossa fotografia, criatividade e vida o que pretendo partilhar, são bem-vindos a juntarem-se a mim nesta viagem. Convido-vos a subscreverem a minha newsletter para ficarem a par dos próximos artigos e novidades.

Até já…